terça-feira, 1 de junho de 2010

Clássico morno...quase frio!


O Botafogo e o Vasco fizeram, neste domingo, dia 30, um clássico bem razoável, no Engenhão. Esperávamos mais de ambas as partes, principalmente, pelos resultados dos últimos confrontos entre as equipes cariocas. Um empate em 1 x 1 não agrada nenhuma torcida, mas pelo o que fizeram durante a partida, acho que foi de bom tamanho. Vamos as análises. O primeiro tempo foi do Botafogo. O grupo conseguiu ser mais ofensivo, teve mais chances, dominou a partida, mas quem abriu o placar foi a equipe vascaína. Numa arrancada e jogada bonita, Ernani marcou o primeiro gol. O empate veio com um pênalti que Herrera cobrou muito bem, sem chances para o goleiro do Vasco. Como em todo clássico, esse também teve polêmicas. Muitos reclamaram deste pênalti, alegando não ter sido. Não dá pra dizer se Nilton colocou a mão intencionalmente na bola ou não. Mas como teve outro pênalti a favor do Botafogo, em cima do Lúcio Flávio, esse sim, CLARÍSSIMO, e que não foi marcado, não há muito o que reclamar. Dentro dos critérios doidos do Simon, Nilton colocou a mão porque quis. Então, deixa ele. Mas agora, convenhamos, esse Simon vai dar trabalho na Copa, hein? Pra variar, suas atuações sempre gerando polêmicas e discussões. Mas vamos seguir. O segundo tempo foi do Vasco. A equipe cruzmaltina voltou com mais garra e teve mais chances, porém não tinha técnica pra finalizar. Tiveram o gol do Jéferson anulado, pois haviam cometido uma falta antes da jogada. Taí outro lance que levantou dúvidas. Mas o mais engraçado foi a falta de atenção do jogador que foi andando pra beira do campo pra ajoelhar e comemorar o seu gol, enquanto isso a bola rolava e o jogo já estava em andamento. A expressão de não estar entendendo nada e depois de tristeza, ficará marcada. Rs Enfim, em uma partida morna, quase fria, o clássico carioca terminou assim. Cada um com UM tempo, UM gol e apenas UM ponto somado na tabela. Com certeza, foi UM quase-espetáculo!

Análise de atuações de alguns jogadores do Botafogo:

Jefferson: Não teve chances no gol do Vasco e realizou algumas defesas difíceis. Há algum tempo está numa boa fase.

Fahel: Pareceu meio desligado no jogo. Não fez muito.

Lúcio Flávio: Estava atento. Correu bastante, chegava livre e ganhou algumas divididas com o Cesinha.

Leandro Guerreiro: Ao contrário do outro jogo, nesse ele jogou para o lado certo. Rs Brincadeiras a parte. Nesta partida ele demonstrou atenção e até ganhou vantagem com o Coutinho.

Cajá: Não fez nada de destaque. Pelo menos não o colocaram pra bater pênalti.

Edno: Pra mim não é reserva. Não tem como ele ficar no banco. Entrou e deu mais velocidade ao jogo. Equipe ficou mais ofensiva. (só um pouco, pq depois recuou)

Herrera: Como sempre, jogando com raça, velocidade e atenção. Ele vai em todas as disputas de bola, joga com vontade. Pena insistir nos cruzamentos em jogadas aéreas. Alguém tem que lembra-lo que o Loco não está mais lá. Tirando isso, foi bem e ainda marcou o gol de empate.

Caio: Desde que tornou-se titular não fez nada muito produtivo. Mas ele tem crédito. Só insiste muito nas “caídas exageradas”, mas é um jogador que também põe velocidade no jogo.

É isso, então. Um beijo e saudações alvinegras!



(foto: globoesporte.com)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Emoção entra em campo!

Segurem seus corações! Não, não estou falando da Copa do Mundo ainda. Mas de um campeonato que também mexe com a emoção de todos os brasileiros. Iniciou, no último sábado, dia 08, uma das mais emocionantes competições do mundo futebolístico: O Campeonato Brasileiro. Uma estréia repleta de times mistos, gols, surpresas, algumas más atuações e pouco público. Pois é, as arquibancadas ficaram vazias na maioria dos estádios pelo país. A torcida que obteve o maior número foi a do Botafogo, com 22.156 mil pagantes no Engenhão, no jogo contra o Santos. Nesta primeira rodada o Rio não se saiu muito bem, pois nenhum time carioca venceu. Mesmo com os sustos do campeonato de 2009, será que os cariocas não aprenderam que em competição com pontos corridos, toda partida é valida? Sim, antes que questionem, até a primeira rodada é importante. Mas tudo bem, é apenas o começo. Há muito jogo, emoção e adrenalina pela frente. Vamos aos jogos e resultados.
No embalo das comemorações dos títulos estaduais o Alvinegro e o Peixe se enfrentaram em uma partida disputadíssima. O Santos estava com um time misto, mas sabemos que toda sua equipe, mesmo com os reservas, é bem forte. Botafogo teve que correr atrás para conseguir um empate. E quem apostou nos atacantes para fazer o primeiro gol do glorioso, errou. Pois Antônio Carlos foi quem abriu o placar da partida e ainda marcou o segundo. Herrera também deixou o dele empatando no finalzinho do segundo tempo. No lado paulista os gols foram do André, do craque Neymar, que não conseguiu repetir as suas ótimas atuações, e do Zé Eduardo. A torcida da casa fez bonito e o jogo foi emocionante.
Ainda falando dos times do Rio. O Flamengo, com seu time misto, empatou em um jogo feio com o São Paulo. A equipe estava sem Imperador, Vagner Love e Léo Moura. Talvez seja esse motivo da torcida não ter comparecido em grande número. Washington com seu jeito de “não importa que o gol seja feio” abriu o placar para o tricolor paulista. O empate veio com Denis Marques no segundo tempo.
Voltando a elite do futebol brasileiro o Vasco estreou com uma derrota para o Atlético Mineiro, fora de casa. De um lado o atual campeão mineiro e do outro um time atrapalhado, mas empolgado pela volta a série A. O placar terminou em 2 a 1 com gols de Ricardinho e Muriqui pelo Galo e Elton pelo Vasco. Dodô, mais uma vez, apagado. Coutinho é o nome. Faz tudo sozinho, coitado. Pra mim, o Vasco hoje é o time mais desarrumado do Rio. Sua defesa está muito atrapalhada e vem prejudicando muito a equipe. Mas admito que no segundo acordaram e jogaram melhor. Agora falando do tricolor carioca, Muricy acumulou mais uma derrota no comando do Fluminense. O time das Laranjeiras perdeu por 1 a 0 paro o Ceará, no Castelão. O gol foi marcado por Geraldo em uma cobrança de pênalti que rendeu reclamações. Primeiramente pela expulsão do zagueiro Cássio que cometeu o pênalti em cima de Geraldo. Como era chance de gol certa, achei a expulsão correta. Mas o lance que rendeu mais revolta na equipe tricolor foi a tradicional paradinha que, mais uma vez, gerou polêmica. Rafael defendeu a cobrança, mas, devido a paradinha, se adiantou e o bandeira mandou voltar. Na segunda chance não teve jeito. Gol do Ceará e o Fluminense se perdeu de vez no jogo. O placar permaneceu assim até o fim. O Flu até que tentou na segunda etapa, mas esbarrou no seu próprio elenco. Os times cariocas ainda precisam contratar e arrumar a casa. Numa competição desse nível, faz-se necessário ter um elenco de primeira linha. Algumas negociações já foram encaminhadas, vamos ver se darão certo. Ainda é cedo para apontar favoritos, estamos apenas começando. Mas a sorte está lançada e que vença o melhor!

Um beijo e, só pra não perder o costume, saudações alvinegras! hahahaah

domingo, 18 de abril de 2010

Dedicação, humildade e coração!



Foi exatamente assim que o Botafogo conquistou o título do Campeonato Carioca de 2010. Com dedicação, humildade e coração! Uma equipe que entrou em sintonia e um técnico que veio pra mudar e ganhar. Sempre! O Botafogo deixou de ser um time sem objetivo para um focado. Deixou de apenas dar chutões para frente e tentar fazer gols de qualquer maneira para uma equipe organizada, na medida do possível, e passou a ter suas armas decisivas. Quem tem mais foco e mais concentração, com certeza, é o que leva o título. E foi assim hoje. Aliás, é assim que vem sendo desde a entrada do Joel, desde a derrota por 6 a 0 pro Vasco. A equipe, desde então, foi guerreira para sair de uma crise. Teve um dos principais fatores que todos os times de futebol deveriam ter: a união! Dá pra notar-se que é um time com uma relação harmoniosa, sem intrigas. E, depois de uma campanha digna, o alvinegro mereceu.
Não é implicância com o Flamengo. Mas uma equipe que tem jogadores que podem treinar quando querem, faltar a treinos que antecedem a jogos decisivos, e que são protagonistas de intrigas internas, não merece ganhar. Pelo menos esse ano não mereceu. Mesmo com um jogo nervoso, repleto de cartões, faltas e expulsões, o alvinegro conseguiu vencer o rubro-negro e conquitar o 19º título estadual. Então, parabéns a toda equipe do Botafogo!
A estrela do Joel brilhou mais uma vez e o Império do Amor novamente se desfez!

Um beijo e saudações alvinegras!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Estrelas nascem para brilhar!


Dá-lhe dá-lhe dá-lhe FOOOOGO!

O Botafogo venceu o Vasco por 2 a 0 e conquistou o Bicampeonato da Taça Guanabara neste domingo, 21, no Maracanã.
Muitos me zoaram “Você está comemorando taça Guanabara?”. Sim, eu estou. Pois o meu glorioso era titulado como o pior dos 4 grandes do Rio. E, aos pouquinhos, com suas armas secretas, foi chegando, garantindo a vaga na final do carioca. Sem nenhum alarde, sem nenhum poder, sem craque e sem império. Aliás, até há um império: O império do JOEL! Esse é o nome. Joel Santana, o cara. Ele sempre chega pra arrumar. A estrela dele brilhou, mais uma vez! O clube estava em crise e com a chegada dele, as coisas mudaram completamente. Parabéns, professor. Você é, sim, o mestre!
Mas outro nome que também foi decisivo é Caio. Ah, o pequeno Caio! Esse aí tem estrela! Menino novo e já com um talento incrível. Chega pra resolver. Nossa arma secreta. A declaração de amor ao clube que ele deu ontem, chega a arrepiar. “Inexplicável... Eu amo esse clube, muita emoção... Tô feliz demais!" disse, ao repórter da globo.

É de jogadores como ele e o Guerreiro que o Botafogo precisa. São exemplos de raça, dedicação e amor ao clube. Eles se matam em campo! Não querendo desmerecer os outros. Todos foram bem ontem e muitos vem jogando direitinho. O Herrera, como sempre mostrando sua garra e vontade de jogar em campo. O Loco, que é meio desengonçado com os pés, sempre mostra que quando a gente precisa, ele resolve com a àbeça. E ontem, demonstrou que também sabe cobrar pênalti. Marcando o gol do título. Aos pouquinhos, ele está chegando perto do Dodô. E sem poder algum! Não podemos esquecer do Fábio Ferreira que subiu sozinho naquela altura pra meter o primeiro gol do Glorioso.
Por incrível que pareça ontem a zaga não deixou passar quase nada. E, até o Fahel e Alessandro, jogaram direitinho. Parabéns meus campeões, meus heróis: Jefferson, Renan, LG, Somália, Alex, Fahel, Fábio F, Wellington, Jorge Luís, Júnior, LF, Herrera, Alessandro, Caio, Marcelo C, Renato, Eduardo e Loco.Eu gosto de vocês assim. O título foi muito merecido. Valeu por 6. Um dia é o da caça, o outro... Hahaha É Fogão, tu és o glorioso!

Mas uma coisa é certa. O Botafogo não pode se iludir com essa vitória. Ainda não temos um time direito, arrumado. Há muita coisa pela frente, muito trabalho e muito treinamento. O Carioca a gente não levou ainda. Não podemos nos iludir com essa vitória. Afinal, o Vasco já é freguês né gente? Hahahaha
Mas que a conquista foi bonita, isso não podemos negar. Todos desacreditavam do Fogão. Ouvi muitas criticas, e também critiquei. Ma no fim, deu tudo certo.
Isso só deixa uma coisa mais evidente: o futebol é uma caixinha de surpresas!
E a cada dia eu tenho mais certeza de que o preto e branco é a minha vida e que eternamente Alvinegro, será o meu coração!

Um beijo e saudações alvinegras!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vai tarde, Capitão!

Pois é, e lá se foi o capitão! Juninho foi contratado pelo time Samsung Bluewings, da Coréia do Sul e não jogará mais pelo Glorioso. Graças a Deus! Perdemos um gigante cobrador de faltas, isso eu admito. O cara chuta muito e em diversas vezes, eu disse, até mesmo aqui no blog que ele era a nossa salvação! Na época que nosso ataque estava (e ainda está) apagadíssimo e minha esperança eram os gols do Juninho. Fiz até um apelo no desespero “Fica Juninho, fica capitão! Tu és a salvação!”. Mas chega de contar com salvações. Até quando ficaremos no sufoco? Nosso Botafogo não precisa disso. Não é esse Glorioso que nós queremos. Sim, eu admiro os chutes do Juninho, mas perai...qual é a sua posição mesmo? Ah, ele é zagueiro. E na zaga, meu amigo, o cara é mais lento que o meu pai correndo. E olha que ele manca! Eu sempre me pergunto, será que ele é zagueiro mesmo, cara? Não é possível. O cara é muito lento marcando os jogadores!!!!!
Hoje li uma notícia: Juninho confirma adeus e diz: 'Se o rebaixamento acontecesse, eu não sairia'. Duvido e duvido muito! Mas ainda bem que o Fogão não caiu e lá se foi ele! Vá em busca da sua ‘independência’, capitão!
Agora Diretoria, é planejar pra ter uma equipe boa em 2010. PLANEJAR. Sabem o significado dessa palavra? Então, aprendam! E aproveitar que muitos contratos vencem no dia 31 de dezembro e se livrar logo desses jogadores. Desnecessário manter Castilho e Reinaldo com um salário desses. Aproveite e mande Fahel que só sabe errar passes e fazer faltas pra bem longe. Renato, André Lima são amigos da lentidão. Pra que mantê-los? Léo Silva, Alessandro e Émerson, eu realmente preciso falar? Foraaaaa! Queremos um Botafogo novo! Com jogadores determinados. E outra coisa, chega de "formar" grandes craques aqui e deixá-los escapar, enquanto têm outros no Fogão com salários altos, e não merecem estar. É uma "belíssima" maneira dos empresários faturarem né? Colocam os jogadores, eles fazem algumas boas partidas e pronto, são vendidos! Que bonito!!! Por isso, mude Fogão, mude com dignidade, com amor ao clube e lembre-se sempre, tu és o Glorioso!

E para o capitão, boa viagem!
Obrigada por tudo e saudações alvinegras!

Um beijo,
Mariane Oliveira

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você...


Bandeiras, camisas e mosaicos! Homenagens, história e emoção! Gritos, hinos e xingamentos! Lágrimas e sorrisos! Clube, craques e gols! Desespero, adrenalina e revolta! Família e amor! E muuuuuuito amor! Tudo isso pra explicar uma única paixão: o futebol!
O Futebol é sim, de arrepiar! É apaixonante! Só quem ama, entende! Ou não. Talvez seja um sentimento inexplicável! Xingamos juizes, bandeirinhas, técnicos, jogadores, direção e a comissão toda! Ás vezes, até sobra para a mãe deles! Mas no fundo, isso tudo é amor! Um amor que não se vê igual. É que nem briga de namorado: a gente se revolta, xinga, mas daqui a pouco já está tudo bem. Já esta ao lado dando a força que for necessária! O engraçado é que abraçamos a pessoa do lado da arquibancada como se fossemos amigos íntimos e brigamos feios com amigos verdadeiros defendendo o seu clube! Paradoxal! Eu saio cedo da faculdade por causa de futebol. Falto o inglês pra ver jogo. Me abalo até o Rio de Janeiro naquele sol para assistir o meu time do coração. Mas o grito da torcida. Unidas ali por um único objetivo, por um único amor... Não tem preço!
O mais gostoso do futebol é a expectativa. Unhas sendo roídas. Coração disparado! Mão suando! A esperança da vitória! O que está acontecendo no Brasileirão este ano é maravilhoso. Não para todo mundo, é claro. Mas para uma boa parte. O que era certo ser rebaixado, reagiu. O que era certo ser campeão, falhou! Que disputa! Que adrenalina! Briga boa de ver! Quando o elenco é bom, acontece isso com o show. Tem até torcedor vibrando com vitórias do time que não gosta só por causa das combinações de resultados. Quem será o campeão? Quem irá cair? Quem classifica para a Libertadores? E para a Sul-Americana? Eis a questão. E tudo isso, meu amigo, provavelmente ficará só para a última rodada. No mundo futebolístico é assim. Nada é certo até o apito final! É ou não é de se apaixonar? Haja coração!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Apenas meninas!

Sim, esse é um post dedicado as Luluzinhas!
Um post de recordações, de infância, de mulherzinha, de coisas que só as meninas entendem. Um post cor de rosa. Calma Bolinhas, vocês também podem ler. Não, eu não vou falar do desenho da Luluzinha que passava de manhã, que por sinal, é muito bom.

Nada como conversar com uma amiga que você conheceu este ano e compartilhar suas distintas infâncias. Infâncias estas vividas em locais diferentes, construídas com pessoas diferentes. Mas infância é infância e sempre tem algo em comum. Meio paradoxal, mas é verdade.
Quem aí não se reunia na varanda de casa para dançar Chiquititas com as amigas? Quem não se lembra de “... tenho um coração com buraquinhos”? Eu adorava cozinhar com o mestre Chico e vocês? Me divertia brincando “Na berlinda” com eles. Quem nunca dançou na frente da TV com “Mexe lá”? Se emocionou com “... amigas, amigas companheiras da minha vida. Amigas como vocês eu aprendi” Quem não ‘se apaixonou’ pelos meninos do Orfanato? Cantou e dançou com os clipes? Teve raiva das meninas malvadas? Medo da bruxa? Não contava os minutos pra acabar a Tv Cruj? Era o sonho de toda menina ter um quarto daquele cheio de amiguinhas, onde ficavam conversando e brincando até tarde. Era o sonho viver naquele orfanato onde a vida era perfeita.
De chiquititas à Fada Bela. Quem não viveu o mundo da magia junto aquela Fada vivida pela Angélica? E ficava toda feliz cantando “Fada Bela, tome cuidado. O caminho é tão complicado. Entre a linha do bem e do mal, entre o humano e o imortal”. É, eu ficava!
Toda criança teve em sua infância ao menos um desenho do Walt Disney. E os meus favoritos eram Rei Leão, Pocahontas e, principalmente, Cinderela. Tão pequenas e sonhadoras com a chegada do príncipe encantado com o sapatinho de cristal. Príncipe encantado! Naquela época nós ainda acreditávamos na existência!
Divertíamos-nos com pouco. Um monte de adesivos, um simples Gibi da Mônica, uma pequena revista de colorir ou algumas canetas de cheiro, já era o bastante para termos uma tarde alegre com as amigas. E as Barbies? Só eu ou vocês também só gostavam de montar a casa delas? A diversão era montar o quarto, cozinha, banheiro, sala, trocar a roupa dela e pronto, desmontar e guardar tudo de novo. Passávamos a tarde inteira fazendo isso, sem nos preocuparmos com a hora. No dia seguinte? Fazíamos tudo de novo.
Escola, amigos, recreio, lanche e a merendeira! Ah, a merendeira! Era uma das partes mais legais na hora de comprar os objetos que vinham escrito na “Lista de material escolar”. No recreio a queimada, a corda, amarelinha e o elástico, é quem comandava. Depois da merenda, é lógico que tinha algumas balinhas e aquele ‘pirulito de açuquinha’.
Da infância a pré-adolescência. Primeira vez estudando de manhã. Primeira vez indo embora sozinha pra casa. Uma conquista! Tô ficando grande! Era o que pensávamos. Grande, tsssss! Estávamos e estamos muito longe disso. Contávamos dias para as festinhas do colégio. Para nós, era a festa do ano. E desde já, demorávamos horas pra nos arrumar. Blusa rosa ou branca? Pulseira colorida ou não? Bota ou sandália? Nossa, quanta preocupação!
Toda menina teve pelo menos uma tarde assim com as amigas: almofadas, pipoca, brigadeiro, refrigerante e filme de menininha. Pra quem não entende, filme de menininha é tipo “Um amor pra recordar”; “PS eu te amo”; “Como se fosse a primeira vez”; filmes os quais nos identificamos, nos emocionamos, choramos, ficamos felizes e tristes ao mesmo tempo. Coisas que só as meninas entendem. E assim vem chegando a adolescência. Festas, estudos, maquiagem, perfumes, compras, roupas, bolsas, secador, chapinha, cordões, pulseiras, brincos e mais brincos. E ta, garotos! Nessa fase finalmente descobrimos que os príncipes não existem. E que garotos perto de uma mulher, são só garotos!
Responsabilidades começam a surgir. Preocupações com os estudos se fortalecem. Escolhas tem de ser tomadas, e essas, você tem que fazer sozinho. O que eu vou ser? Dentista? Fonoaudióloga? Professora? Publicitária? Jornalista? Aonde eu vou cursar? Federal? Mas tenho que estudar muito. Particular? Mas tenho que pagar muito. Ô dúvida. Agora sim: quanta preocupação!
Enfim, chega a faculdade com a grande transformação. Amigos novos, mas nunca deixando os antigos de lado. Estudar a noite, ir para o estágio: uma nova rotina é criada. Às vezes nos sentimos uma velha, por recusarmos sair com as amigas devido ao cansaço. Sempre temos ataques e crises nervosas, temos tpm, e adoramos fofocar. Ás vezes parecemos ter 10 anos. Dançamos no meio da rua, brincamos de várias coisas e morremos de rir. Fazemos planos de tudo. Fazemos o que temos que fazer. Cumprimos nossos compromissos sempre com responsabilidades. Talvez já sejamos mulheres, mas jamais deixaremos de ser meninas!